Vencedor do Oceanos, prosa reunida de Sylvia Plath e despedida de Gerald Murnane nas livrarias
O vencedor do Prémio Oceanos 2025, toda a prosa de Sylvia Plath, o último livro de Gerald Murnane, que o autor anunciou como de despedida, e um novo romance de Frederico Pedreira são algumas das novidades editoriais de julho.
A Dom Quixote lança neste mês "Ressuscitar Mamutes", romance da brasileira Silvana Tavano, distinguido no ano passado com o Prémio Oceanos 2025, e recupera o clássico de 1945 "Junto à Grand Central Station Sentei-Me e Chorei", da escritora canadiana Elizabeth Smart, inspirado na relação da autora com o poeta George Barker.
A Relógio d`Água destaca a publicação de "Prosa Reunida", um volume de 928 páginas que reúne, pela primeira vez em português, ficção, jornalismo, ensaios e recensões de Sylvia Plath, além de uma nova edição de "Os Anéis de Saturno", de W. G. Sebald.
Na mesma editora sairá este mês o segundo volume da série "Sobre o Cálculo do Volume", da dinamarquesa Solvej Balle, e o romance "Um Pássaro Cantando para Outro Que Nunca Virá", de Frederico Pedreira.
Pela Gradiva, sairá uma nova edição de "Os Despojos do Dia", de Kazuo Ishiguro, vencedor do Prémio Nobel da Literatura, distinguido com o Booker por este romance, enquanto a Alfaguara publica também uma nova edição, com capa dura, de "Uma Catastrófica Visita ao Zoo", de Joël Dicker,
Na área do ensaio e do pensamento, as Edições 70 publicam a primeira tradução integral em Portugal de "Humano, Demasiado Humano II -- Um Livro para Espíritos Livres", de Friedrich Nietzsche, com tradução, introdução e notas de Victor Gonçalves.
A editora edita também "Os Poemas", de Catulo, em tradução direta do latim por André Simões e José Pedro Moreira, bem como "O Iluminismo das Trevas - Compreender o Pensamento Neorreacionário", de Arnaud Miranda, apresentado como o primeiro estudo mundial sobre as origens do neorreacionarismo.
Na chancela Penguin, Jennette McCurdy estreia-se na ficção com "Metade da Idade Dele", e sairão livros de Liz Nugent, "A Verdade Sobre Ruby Cooper", de Javier Castillo, "O Sussurro do Fogo", e de Kerry Barrett, "O Livro das Últimas Cartas".
A DQ.Noir reforça a coleção policial com "Sem Fronteiras", novo caso do inspetor William Wisting, criado pelo norueguês Jørn Lier Horst.
A Guerra e Paz publica, entre outros, "Manifesto Para Um Capitalismo Humanista", de Miguel Pina e Cunha, Milton de Sousa e Adolfo Mesquita Nunes, "Breve História da Gestapo", de Sharon Vilches, e "História do Protestantismo", de Jean Baubérot.
Da Quetzal, chega às livrarias "Terras de Fronteira", do australiano Gerald Murnane, um eterno candidato ao Prémio Nobel da Literatura, que considerou ser este o seu último romance, publicado aos 80 anos.
A mesma chancela vai lançar este mês "Sono", romance de estreia de Honor Jones, editora sénior da revista The Atlantic, e o romance "Portofino Blues", de Valerio Aiolli.
A Antígona publica "Matamos Stella e outros contos", de Marlen Haushofer, reunindo 12 narrativas, incluindo a novela homónima de 1958.
Na Tinta-da-China vão sair "Sobre a Ficção Policial, Fernando Pessoa", com edição de Gianluca Miraglia e prefácio de Alberto Manguel, "O Pensamento Sociológico da Comunicação", organizado por Bruno Carriço Reis e José Ricardo Carvalheiro, e "Jornalismo Parlamentar", coordenado por Jaime Lourenço.
Entre as novidades de autores portugueses contam-se ainda "Turista Invisível", de Ana Saragoça, na Casa das Letras, um relato autobiográfico de uma viagem de Interrail por Itália, realizada a solo após os 50 anos.
A Marcador vai publicar uma biografia não autorizada da cantora espanhola Rosalía, da autoria de Adrian Besley.
Também em julho será apresentado "Isto agora é em off -- Entrevistas para a História da Cultura Portuguesa", da jornalista Maria João Martins, reunindo entrevistas realizadas ao longo de mais de três décadas e episódios dos bastidores do jornalismo cultural.